Acredito que alguns objetos têm a capacidade de mudar a maneira como percebemos o mundo.

Foi essa ideia que me trouxe até a cerâmica.

Durante muitos anos trabalhei com estratégia, investigando pessoas, comportamentos e marcas em busca de significado. Quando comecei a modelar a argila, percebi que continuava fazendo a mesma coisa — apenas em outra linguagem.

Na Jacobsmade, cada peça nasce de um diálogo entre intenção, matéria e tempo. A argila nunca obedece completamente, e talvez seja justamente isso que mais me encanta. O inesperado não interrompe o processo; ele passa a fazer parte da história.

Mais do que criar objetos, gosto de criar oportunidades para que alguém desacelere, toque, observe e descubra algo que talvez já estivesse ali.

É por isso que vejo cada peça como o início de uma conversa, e não como o seu fim.

Tahone Jacobs ceramista